OS ASCENDENTES
R.V. (Abade de Jazarte)
 
“Qualquer homem tem quatro avós
Estes quatro por força dezesseis
Sessenta e quatro a estes contareis
Em só três gerações que expomos nós.
 
Se o cálculo procede, espreitai vós
Que pela proa vem cinqüenta e seis
Sobre duzentos mais que lhe dareis
Qual chapéu de cardeal. que espalha os nós.
 
Se um só dá tanto cabedal
Dos  ascendentes  seus, que farão mil?
Uma província? Todo o Portugal?
 
Por esta conta, amigo, ou nobre ou vil,
Sempre és parente do Marquês de Tal
E também do porteiro Afonso Gil.”

 

 

BIOGRAFIAS E GENEALOGIAS 

 

    O Brasil tem apenas 204 anos de idade, uma vez que a sua independência ocorreu em 1822 e estamos repletos de memórias históricas a serem estudadas com calma e parcimônia pelos historiadores brasileiros

 A Lei número 14.038, de 17 de agosto de 2020, regula o exercício da atividade profissional de historiador(a) no Brasil:

Lei nº 14.038, de 17 de agosto de 2020 

 

Ao estudar sobre Queluz ("de Minas"), procure estudar a história da Comarca de Queluz e a história do Território de Queluz

Separar o poder territorial do poder intelectual e político é fundamental para a devida compreensão desta localidade e todas as suas influências regionais e nacionais 

 

No passado número desta folha, dado à exigüidade de espaço, não me foi possível concluir a relação de filhos ilustres desta cidade, por mim organizada a pedido de uma gentil professora de um dos nossos grupos escolares. Bastava a simples leitura das notas publicadas para se ver desde logo que a relação era incompleta. Não era possível acreditar-se que uma cidade como a nossa, culta e progressista, fosse capaz de produzir tão pequeno número de filhos ilustres. Desta vez acrescentarei mais alguns, mas não posso garantir que sejam todos, pois muitos ficarão esquecidos, se a memória não nos ajudar. Neste pequeno e insignificante trabalho só pretende incluir aqueles que nasceram nesta terra, que viveram em época mais afastada." 

Texto de Romeu Guimarães de Albuquerque

...

 

Não é possível conceber o estudo histórico sem a participação dos memorialistas locais.

E, na antiga região, eles foram e ainda são... muitos.

A história dos mineiros, dos famosos "caipiras", "carijós", "ameríndios", "povos originários", "brasileiros", "queluzianos", "lafaietenses"...

Os fatos históricos são vivenciados em forma, lugar e posição diferentes.

Cada qual fala de sua "verdade" e não diz nenhuma "mentira", pois o real ultrapassa toda compreensão humana e vira memória, família, localidade, pertencimento, identidade e cultura.

Por isto mesmo, o cruzamento das diferentes narrativas precisa passar pelo cuidado de uma busca completa, com mais de uma fonte primária e documental envolvidas, sob o risco de se cair em uma inverdade publicada.

 

Nota Documental 

Para mais pesquisas 

Existe uma obra conhecida como "Livro do Quincas", de autoria de Joaquim Rodrigues de Almeida (1893–1970), que integrou o acervo do pesquisador, arquivista e genealogista Walter Andrade de Souza — profissional cujo trabalho de preservação e catalogação é amplamente identificado em acervos oficiais, como o do Arquivo Público Mineiro e o da Biblioteca Nacional.

Com a posterior municipalização e desmembramento da instituição, tal obra original permanece sob custódia e preservação nos arquivos do atual complexo museológico de Conselheiro Lafaiete, MG.

 

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